Forma
Engraçada forma de um beijo
Abnegação de ilustre patriotismo.
Um dia na carreira, reluzente modismo...
De minhas montanhas inférteis vejo.
Na cripta de sindico e sincera norma.
Um colorido gosto de amor não dói.
Longínquo na psicologia de herói
Meus seletos mares de pelúcia forma...
Resgata sobre mim um doce perfeito
Uma letra engana minha alucinação.
Nos lábios o radicalismo efeito...
Minha adolescência entregue ao chão.
É o passaporte real do direito:
Meu beijo tem forma de solidão.
GREDILHA,marcio.
Technorati Profile
A temática se prolonga na queimada.
Dentro a reminiscência de um suspeito
Tão sozinho e tão perfeito
Que já nasceu carbonizada...
No silêncio dos ossos na estrada
E na filosofia infernal do leito.
Quando escapar do elemento feito
Minha gadaria da pousada!
Libertar da analogia da ciência
Na romântica veste perfumada
Pisada por um sonho... Eu prometo!
Caçoar da análise e coerência
Da palavra amor encontrada
E Deixar morrer o último soneto.
GREDILHA,marcio.
Definições
Consta em meus restos, embuçado...
Em poucos passos, metade de um ser.
Exaltava os ossos ao esquecer,
A fama dominava o triste afago...
Desses amigos epíganos do amanhecer
Uns contornos irresistíveis vago.
Obscuro reduto de um estrago,
Meus gramaticais erros transparecer.
Na abstração do amor por meus empregadores.
O aspecto ameno, tenaz e humano,
Da pequenina atmosfera em flores.
Impecável texto sem regra e desengano,
Milagre de muitos gritos sem amores,
O consolo do assombrado ano!
GREDILHA,marcio.
Paixão
O meu olhar observa o fim
Com ar de bom moço, inusitada...
Falta respeito por ser tão desprezada,
A eternidade desaba em mim.
E hoje, como pode ter vida?
Não há ninguém que recupere a flor,
Sentimento especial seja lá o que for,
Traz tudo e agora na despedida...
É fiel a alegria no dia-a-dia,
Ilusões e sonhos que agora dormem,
Na solidão de alguma poesia.
É o fim da razão e todos que consomem,
E o cansar de um viver em agonia.
Fim da paixão que destrói o homem.
GREDILHA,marcio.
Tempo
A lacta flor dos meus olhos desce
E na resma de teus seios adormeço.
És o buquê das horas, és o começo...
E ao passar dos anos a alvura cresce.
Vivo de amor e de lágrimas padeço.
Sedento de desejos, meu olhar padece.
O tempo conduz na dor e amanhece,
Agora olhando o céu envelheço.
O tempo refresca a minha solidão,
Dentro do meu mundo sem cor e chão.
A arte de morrer tranquilamente.
Lúcido na experiência que ganho,
Sinto a luz desse esperado sonho!
Sinto a dor da vida eternamente.
GREDILHA,marcio.








