Um beijo... E às vezes chora...
Nenhum sorriso me alcança.
Cantar e viver de lembrança.
Meu sangue corre e devora...
Perfeito em palavra e em trança.
No íntimo um maldito porre agora,
Comum ao preconceito afora :
Aos filhos da cruél matança
Respeita e apenas implora.
O leito caracteriza a herança.
E o olhar definha e explora...
Vírus...Um soneto de criança...
E a tristeza do poeta revigora.
E a morte lentamente avança.
GREDILHA, marcio
Poeta de rua
Prestes a morrer e preguiçoso
Perdendo forças freqüentemente
E tempo online, pelo que sente,
Em busca de gozo...
Por maior solidão que seja,
Não existe amor e nem sorte.
Apenas um caminho de morte
Se é que vale o que deseja.
Não mais, levo minha vaga,
Para os arquivos do esquecimento.
Lá pelas bandas offline do mistério.
Pode ser que eu encontre a praga,
A mesma alcoólica do vento :
Que fez de mim um homem sério...
GREDILHA,marcio.
Poeta de rua
Na aurora de um sonho... adormecer
Nas palavras e beijos que a lua entoa.
Nos olhos neve... inspiração que voa
Como Brasa fria no coração... estremecer.
Estrada de areia, busca... envelhecer.
Grinaldas sorte, asas que o traz magoa...
Solidão é o destino que o sorriso ecoa :
Vestes da tradição morrer.
Alado, o olhar na dor distante.
Nas nuvens vermelha deseja o instante
Que o amor parecia ter fim.
E agora gotas de lágrimas crescem,
Saudando grãos de sonhos e descem :
Adormeces com os olhos em mim...
GREDILHA,marcio.
Poeta de rua
Politicando Brasil
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Morte ou Destino II
Por que vens assim pra nos levar o amor
Com tua rude palavra e fiel dança?
A lágrima encontra o vento e se lança
Dentro do silêncio na gentil dor.
Por que vens assim nos roubar a esperança
Com esse teu verso na lápide? O acolhedor...
E nem mesmo a terra esconde o odor
E teus habitantes se fartam da lembrança.
Meu último amor partiu sem saber.
Por ausência perdi o último beijo e o olhar...
Que ainda hoje tento esquecer.
Ainda sem entender... Por quê vieste buscar?
Saudades... A alegria era o seu cantar...
Dos teus abraços ninguém pode correr.
Dedicado à minha querida vovó narcisa.
GREDILHA,marcio.
Poeta de rua
Politicando Brasil
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PERDÃO
Sempre como fosse um barco a vela
És assim quando solta, esquece.
Procura no incerto o certo e estremece
Ao que pressupõe culpa e zela
Envaidecida...O envolvimento acontece.
O ensino a razão empresta e sela.
Perdida em um cândido olhar e tão bela
Segues trivial e nesse caminho desce.
Pela redondeza de um alto-custo mora.
Consagração de quem ainda chora
No rancor do arrependimento.
Quando voltas assim como agora
Não me canso de entender o evento
E perdoar como quem perdoa o vento.
GREDILHA,marcio.
Poeta de rua
Politicando Brasil







