Perdão

PERDÃO

Sempre como fosse um barco a vela
És assim quando solta, esquece.
Procura no incerto o certo e estremece
Ao que pressupõe culpa e zela

Envaidecida...O envolvimento acontece.
O ensino a razão empresta e sela.
Perdida em um cândido olhar e tão bela
Segues trivial e nesse caminho desce.

Pela redondeza de um alto-custo mora.
Consagração de quem ainda chora
No rancor do arrependimento.

Quando voltas assim como agora
Não me canso de entender o evento
E perdoar como quem perdoa o vento.


GREDILHA,marcio.
Poeta de rua
Politicando Brasil

6 Comments:

  1. Lucio said...
    Beleza de soneto meu caro,

    "Não me canso de entender o evento
    E perdoar como quem perdoa o vento"

    Mesmo perdoando o vento, o perdão
    é mais importante que a arrogância.

    Fique bem poeta.
    Everaldo Ygor said...
    Olá...
    O perdão, dificil arte de perdoar, dificil arte de fazer belos sonetos... Tempo e rima no "perdão" certo...
    Muito bom!
    Abraços
    Everaldo Ygor
    http://outrasandancas.blogspot.com/
    Anônimo said...
    Belas palavras Marcio!!!

    Mais lindo do que quem reconhece o seu erro, é quem compreende e perdoa o erro do outro.

    Beijos!!!
    Carol Barcellos said...
    Saber perdoar é grandeza de espírito, amei ler um soneto tão leve e delicado sobre o perdão. Vai direto pro meu diário!!! É deveras um soneto a ser sempre lembrado...

    Beijinhos doces cristalizados!!! :o*
    A Poetinha said...
    Beijo!
    António Botelho said...
    Adorei este poema/soneto.
    Muito bom mesmo.
    É disto que o mundo precisa, bons poetas.
    Já agora, deixo o convite para visitar meu blog onde também tenho uma série de sonetos da minha autoria em:

    http://poesiasdeantoniobotelho.blogspot.com/

    Visite, aprecie e comente.

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